domingo, 7 de outubro de 2012

Dia 1 - 02/10/2012

Condeixa - Fraga da Pena - Colcurinho - Ponte das Três Entradas

Preparada para a aventura

Partida por volta das 9h30m de Condeixa em direcção à Fraga da Pena - Arganil, via Miranda, Lousã, Góis, Arganil e Coja.
A viagem foi bastante rápida, apesar da baixa velocidade e a tentativa de não puxar muito pela levezinha.
Chegámos por volta 11h15m ao primeiro destino, após uma viagem repleta de nevoeiros baixos, que nos obrigaram a usar as nossas roupas mais quentes e impermeáveis, estes últimos apenas como percaução pois não esperamos chuva nos próximos 5 dias.
Fraga da Pena
Na Fraga da Pena parámos cerca de 45m, que nos permitiu tirar alguma fotos da ribeira ainda com pouca água, bem como tomar o nosso primeiro repasto da viagem...uma saborosa sandes de presunto.
Após a merecida primeira pausa, a levezinha teve de se preparar para o seu primeiro grande teste, a subida ao Colcurinho, um lugar nos nossos roteiros há alguns anos!
Apesar da falta de potência da levezinha, a subida na primeira fase até foi bastante calma, apenas atribulada por alguns equívocos do nosso GPS em algumas estradas de serra, que quase nos levou em direcção à Covilhã...equívoco soluccionado pela nossa leitura da paisagem natural desta magnífica Serra do Açor.
Durante a subida, tivémos oportunidade de atravessar por completo a M508, mais conhecida como panorâmica do Vale de Açor, estrada magnífica que nos permite ver toda a vertente Norte da Serra do Açor, com o vale do Mondego em fundo e lá ao longe o Caramulinho a sobreerguer-se do meio da neblina.
Esta estrada panorâmica, de pouco pendor, permitiu à levezinha descansar um pouco, antes da investida final ao alto do Colcurinho. Antes, ainda tivemos mais um lapso na viagem, desta vez por não termos confiado no GPS, pois a estrada de acesso ao Colcurinho no seu início estava em muito mau estado.
Este lapso, foi novamente resolvido pela nossa leitura da paisagem, que nos permitiu atalhar caminho por um aceiro em terra batida de acesso às torres eólicas implantadas junto ao alto do Colcurinho. Após encontrarmos finalmente a estrada de acesso ao alto do Colcurinho, constatámos para nosso espanto que alteramos o nosso curso anterior, pela suposta estrada de acesso, muito perto do acesso "oficial" ao Colcurinho.
Seguiu-se os +-2km mais duros da viagem, mais duros do que aquilo que previmos anteriormente. A subida para além de íngreme, tem na sua parte final uma estrada em mau estado, com alguma areia solta, o que dificulta ainda mais a subida.
Pessoalmente, desaconselhamos a subida ao Colcurinho neste tipo de motos para pessoal mais inexperiente, pois para além da nitida falta de potência, o facto de a mota ser muito leve e com bastante peso na traseira leva a que esta faça "cavalinho" muito facilmente. Assim, toda a subida foi feita em 1ª e 2ª velocidade, sendo as transições de 2ª para 1ª feitas com muita precaução, alguma embraiagem e bastante força no volante para não acontecer nenhuma desgraça...
Ultrapassado o grande obstáculo, parámos a levezinha perto do Santuário eram cerca de 13h, sendo que às primeiras brisas o cheiro intenso a óleo queimado fazia-se notar...se a subida tivesse mais de 2km, não auguramos nada de bom em termos de mecânica para a nossa motinha!
Levezinha contemplando a paisagem
Valeu a pena, a vista é realmente magnífica e imponente. Os valeiros relvados da Serra do Açor são das paisagens mais belas de Portugal e ao longe vislumbrámos o nosso próximo alvo... Loriga, tendo como fundo a Torre da Serra da Estrela.
Aproveitámos mais uma paragem de cerca de 45m para uma longa sessão fotográfica e mais uma pequena reposição de líquidos e uma pequena barra de cereais. Fica a promessa de voltarmos outro ano, mais pela Primavera, cavalgando uma outra mota.

Santuário de Nossa Senhora das Necessidades em fundo

Seguiu-se uma rápida descida em direcção à zona da Ponte das Três Entradas, passando pela bonita Aldeia das Dez. Apesar de termos planeado a estadia em Alvoco das Várzeas, por falta de disponibilidade ficámos na Quinta do Vale do Trigo na Ponte das Três Entradas, um sítio mais rural na margem esquerda da ribeira de Alvoco, brilhantemente gerido pela simpática Holandesa Ingrid.

Tracklog do primeiro dia - +-130km

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